Num lindo castelo da Índia, vivia um poderoso Rajá com
a sua filha, seus pagens, criados e muitas bailarinas. Um dia, chegou ao castelo
um jovem guerreiro que se apresentou como portador de um rico presente para
o Rajá: um belo tigre. Na verdade, porém, Solor, o jovem guerreiro,
usava desse subterfúgio para entrar no templo indiano e rever a linda
Nikiya, bailarina favorita do soberano, por quem havia se apaixonado.
Enquanto Solor aguarda Nikiya, acontece a entrada triunfal do Grade Brâmane,
sacerdotes e bailadeiras (as bailarinas do templo). É a adoração
ao fogo, cujas comemorações acabam com uma dança de Nikiya.
Apaixonado por Nikiya, o Grande Brâmane esquece-se de seu voto de celibato
e promete à jovem todas as riquezas da Índia. Mas ela não
aceita e, à noite, o Brâmane surpreende Solor e Nikiya juntos
e jura vingar-se dos amantes.
Solor sugere a Nikiya que fujam para buscar felicidade longe dali. Ela aceita,
mas exige que Solor jure fidelidade eterna.
Pela manhã, o Rajá diz à sua filha Gamzatti que dará
a sua mão a Solor: Apesar de amar Nikiya, Solor teme recusar a grande
honra. O Brâmane revela ao Rajá o amor que une Solor a Nikiya.
O Rajá então decide que Solor desposará sua filha e que
a Bailadeira deverá morrer.
Gamzatti, que ouvira a conversa, ordena que sua serva traga Nikiya diante
dela. Durante o encontro, mostra-lhe, “acidentalmente”, um retrato
de seu noivo. Desesperada, Nikiya afirma que Solor a ama e será somente
dela. Gamzatti pede que a Bailadeira se afasta do guerreiro. Esta, porém,
diz preferir morrer a priva-se do amor de Solor. Enfurecida, Nikiya ameaça
a rival com uma adaga, mas a serva de Gamzatti consegue detê-la. A filha
do Rajá jura que Nikiya morerá.
Voltar